Mario Quintana: a grandeza de um poeta sonhador




Há 32 anos, em 5 de maio de 1994, Mário Quintana — o poeta que nos ensinou a ver grandeza nas miudezas — alçava seu último voo.

Nascido em Alegrete (RS), Quintana se consagrou como o “poeta das coisas simples”. Sua escrita, ao mesmo tempo coloquial e profundamente sensível, transformava o cotidiano e a passagem do tempo em reflexões inesquecíveis.

Além de poeta, foi um tradutor brilhante, responsável por trazer ao português obras de gigantes como Marcel Proust, Virginia Woolf e Voltaire.

Um dos episódios mais marcantes de sua trajetória foi o fato de nunca ter ocupado uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Apesar das três tentativas, o poeta jamais foi eleito. Por conta disso, seu célebre “Poeminha do Contra” tornou-se o maior símbolo de sua liberdade diante das formalidades:


“Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão...

Eu passarinho!”


Discreto, viveu por muitos anos em hotéis de Porto Alegre, especialmente no Hotel Majestic — hoje transformado na Casa de Cultura Mário Quintana. O poeta faleceu aos 87 anos, mas, como ele mesmo sugeria, não partiu totalmente.

Neste dia, sua ausência física é lembrada, mas sua poesia segue viva, atravessando o tempo com leveza, sensibilidade e eternidade.


Fonte: Estrelas & Histórias - Facebook



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