Escritor Dalcídio Jurandir completaria 115 anos nesta quarta-feira, 10

 Escritor paraense foi um dos mais importantes da literatura brasileira

Divulgação / Acervo Dalcídio Jurandir
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Um dos maiores escritores paraenses nascia no dia 10 de janeiro de 1909, na Vila de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó – Dalcídio Jurandir. O escritor que começou a escrever suas obras aos 20 anos viriam a fazer a região Norte do Brasil ser conhecida por todos. A linguagem popular da época com o protagonismo do homem comum nos seus livros que ficaram como Ciclo Extremo Norte até hoje é reverenciados. Após 115 anos depois do nascimento do autor. Os livros de Dalcídio Jurandir voltam a ser editados para serem conhecidos pelas novas gerações.


Dalcídio Ramos Pereira, aclamado na Literatura como Dalcídio Jurandir, nasceu em um chalé à beira do rio. Em 1910, ele se mudou para a Vila de Cachoeira, com os pais Filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos, outra localidade marajoara, onde passou a infância, aprendendo com sua mãe as primeiras letras.

Segundo a jornalista e pesquisadora Brenda Taketa, a obra de Dalcídio Jurandir tem diálogo entre a literatura, a economia agrária, a história da economia, da filosofia e o pensamento contemporâneo. “A obra do Dalcídio, por compreender os modos de viver, de se relacionar e as mentalidades entre classes e grupos de diferentes décadas do século XX, é como um universo com pontes para outros e o romance, nesse caso, foi uma plataforma que permitiu fazer conexões entre esses mundos”, destaca a pesquisadora.

Dalcídio Ramos Pereira, aclamado na Literatura como Dalcídio Jurandir, nasceu em um chalé à beira do rio. Em 1910, ele se mudou para a Vila de Cachoeira, com os pais Filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos, outra localidade marajoara, onde passou a infância, aprendendo com sua mãe as primeiras letras.

Segundo a jornalista e pesquisadora Brenda Taketa, a obra de Dalcídio Jurandir tem diálogo entre a literatura, a economia agrária, a história da economia, da filosofia e o pensamento contemporâneo. “A obra do Dalcídio, por compreender os modos de viver, de se relacionar e as mentalidades entre classes e grupos de diferentes décadas do século XX, é como um universo com pontes para outros e o romance, nesse caso, foi uma plataforma que permitiu fazer conexões entre esses mundos”, destaca a pesquisadora.

“Acho que entre as principais ‘conclusões’ está a de que a literatura produzida por ele continua tão importante que é possível articulá-la com o que de mais recente está sendo produzido em relação aos chamados estudos pós-coloniais ou decoloniais e a importância de se pensar as relações estabelecidas a partir de interseccionalidades entre raça, classe e gênero na Amazônia”, assegura.


Desde o ano passado as obras de Dalcídio ganharam um novo lar na editora Folheando, que começou a reeditar os clássicos. “As obras do Dalcídio são de grande importância para a literatura brasileira. Dalcídio ajudou a literatura brasileira a compreender o que era o Norte do Brasil e o que acontecia na região à época. Portanto, falar de literatura brasileira e deixar Dalcídio de fora, é deixar uma lacuna aberta na compreensão de um Brasil histórico-literário”, destaca o editor da Folheando, Douglas Oliveira.

O primeiro livro produzido pela editora que já pode ser encontrado é “Passagem dos Inocentes”, que ganhou a luz do dia após 60 anos do lançamento. A obra é considerada um ponto de transição no trabalho do maior romancista do Pará, que deu vida a personagens icônicos de Belém e do Marajó no conjunto de dez livros, conhecido como Ciclo do Extremo Norte.


"Passagem dos Inocentes" é o livro de Dalcídio Jurandir mais recentemente editado."Passagem dos Inocentes" é o livro de Dalcídio Jurandir mais recentemente editado. (Divulgação / Editora Folheando)

Douglas adianta que neste ano a editora planeja fazer um lançamento oficial da novaedição juntamente com o lançamento de “Belém do Grão-Pará” considerada a obra-prima de Dalcídio. A previsão é que o evento ocorra em abril. De acordo com ele, a decisão de reeditar as obras ocorreu após o fechamento da editora Pará.Gráfo, que estava relançando toda a coleção de obras Dalcidianas. “Após a editora responsável pela republicação de Dalcídio Jurandir anunciar que estava encerrando suas atividades, nos reunimos com a família do autor e apresentamos nosso projeto, o objetivo é não deixar a obra de Dalcídio parada, esperando para ser publicada”, contou.edição juntamente com o lançamento de “Belém do Grão-Pará” considerada a obra-prima de Dalcídio. A previsão é que o evento ocorra em abril. De acordo com ele, a decisão de reeditar as obras ocorreu após o fechamento da editora Pará.Gráfo, que estava relançando toda a coleção de obras Dalcidianas. “Após a editora responsável pela republicação de Dalcídio Jurandir anunciar que estava encerrando suas atividades, nos reunimos com a família do autor e apresentamos nosso projeto, o objetivo é não deixar a obra de Dalcídio parada, esperando para ser publicada”, contou.

História

A história de Dalcídio está intimamente ligada ao Ciclo Extremo Norte. O personagem Alfredo coincide em vários momentos com a história do próprio autor. Ainda jovem, em 1921, o Dalcídio vem para Belém estudar. Assim como o personagem Alfredo que viaja do Marajó para a capital paraense estudar.

Em 1928, Dalcídio com 21 anos viaja para o Rio de Janeiro. Antes de conseguir uma oportunidade profissional como escritor, o autor enfrentou dificuldades sendo até lavador de pratos. O primeiro trabalho foi como revisor na revista "Fon-Fon", onde colaborou sem remuneração. Em 1929, ele escreveu a primeira versão de "Chove nos campos de Cachoeira".

Dalcídio Jurandir também teve uma intensa atuação como jornalistas, em publicações como paraenses "Terra Imatura" e "Pará Ilustrado”. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), ele integrou ativamente do movimento da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Por causa da atuação foi preso por causa das atividades políticas, em 1935 e 1937.

Dalcídio venceu os prêmios mais importantes da literatura brasileira. Dentre os prêmios recebeu Dom Casmurro de Literatura (1940), Prêmio Paula Brito (1960) e o Prêmio Machado de Assis de Literatura (1972), pelo conjunto da obra. No dia 16 de junho de 1979, o escritor faleceu na cidade do Rio de Janeiro.


Fonte: O Liberal 

Texto: Vito Gemaque

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