Tática foi destaque do Papão na vitória sobre o América - Por Carlos Ferreira




Aplicação tática levou o Papão à vitória        

Foi na fidelidade a um plano tático, jogando com serenidade, que o Paysandu venceu o bom time do América/RN, por 1 x 0. Era um jogo para o Papão confirmar a ascensão no campeonato. A vitória era fundamental para a autoconfiança de todos na Curuzu. Mas quem esperou o time bicolor pressionando o adversário, viu o Papão casando prudência com ambição, jogando dentro de um equilíbrio tático, com paciência. E assim chegou à vitória numa jogada de contra-ataque, aos 41 minutos do segundo tempo, quando o América era mais aceso no jogo.        

O volante Daniel deu as cartas em campo. Foi um gigante na marcação e um maestro como iniciador de jogadas. Atuação soberba! O zagueiro Leandro Camilo foi outro destaque individual, se comportando como um xerife na área, inclusive com ótimo serviço de antecipação. No geral, muito esforço do time bicolor. Luciano Henrique e Rafael Oliveira se doaram integralmente. Até o estreante Rodrigo Cardoso cumpriu bem o papel. Trabalhou muito mais no serviço defensivo, deixando para Sidny as subidas freqüentes ao ataque. Essa conduta do lateral estreante foi importante por exigir menos cobertura e manter a defesa toda bem arrumada.        

As trocas de Josiel por Helinton, Sandro por Robinho e Luciando Henrique por Thiago Potiguar tornaram o Papão mais ágil e potencializaram as jogadas laterais. Com essa nova formação, a partir de metade do segundo tempo, o Papão criou transtornos para o sistema de três zagueiros do América, como no cruzamento de Sidny para o gol de Rafael Oliveira. Mais ainda quando o time potiguar resolveu se arriscar e deu contra-ataques. Mas assim como a vitória sorriu para o Paysandu, poderia ter contemplado o América, que dois minutos antes do gol de Rafael Oliveira havia perdido uma chance preciosa com Max, em finalização displicente, quando ficou livre à frente de Alexandre Favaro. A tarde era alviceleste e a Fiel fez sua merecida festa na Curuzu.
                                 

'Série A' está de passagem        

Com nossos clubes reduzidos às Séries C e D há quatro anos, o amistoso Brasil x Argentina traz a Série A de volta ao Mangueirão, mesmo de passagem. Com exceção de Paulo Henrique Ganso e Leandro Damião, lesionados, a Seleção vai colocar em campo a essência do Campeonato Brasileiro, num confronto com o que há de melhor no campeonato argentino.         

Hoje o Mangueirão já abre as portas para a Série A no treino da Seleção. Quarta-feira, um jogo que desperta o interesse do mundo inteiro. Pode não ser tudo o que a torcida paraense sonhava, mas é um evento grandioso para um estádio que tornou-se grande demais pelo apequenamento dos clubes locais, na de 3ª e 4ª divisões nacionais.                         


Em 2004, Mano esteve em Belém na Série B                              

Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, está voltando a Belém sete anos depois da única passagem a serviço do futebol. Pela  Série B, no dia 14 de agosto de 2004, Mano trabalhou no Baenão dirigindo o Caxias/RS num empate com o Remo em 0 x 0. O empate implicou na demissão do técnico remista Artur Bernardes. O Leão Azul tentou contratar Mano Menezes, mas não teve êxito. Contratou Givanildo Oliveira, que não impediu o rebaixamento do clube paraense à Série C de 2005.          

                                      
Leão na metade da travessia     

115 dias depois do último jogo pelo Parazão 2011, o Remo está a 112 dias da estreia no Parazão 2012, prevista para 15 de janeiro. É a metade da travessia dos remistas de um passado de dor para um futuro de incertezas. No caminho, em transformação, o Leão descartou 90% dos profissionais que tinha no futebol e 20% dos funcionários de outros diversos departamentos. Está com um orçamento que representa um quarto do que gastava há quatro meses. É o apequenamento de um clube que se planejou para voltar a crescer gradativamente, dentro da sua realidade. Se vai ou não vai dar certo, essa questão só o tempo pode responder.       

Travado pelas dívidas trabalhistas que estão consumindo cerca de R$ 180 mil mensais, o Remo se arrasta para o futuro investindo no que acredita ser a fórmula do bom e barato, com suas próprias revelações e apostando em jovens importados. Isso tudo para o desafio de conquistar no campeonato estadual o acesso à Série D 2012, incentivado e pressionado pela torcida. Os amistosos vão dizer o que foi feito desde julho. E só o próximo Parazão poderá mensurar o trabalho geral de toda a travessia, em que vai sendo pilotado por Sinomar Naves.


Fonte: Portal ORM