Um artista completo que deixou o seu legado na cultura brasileira
Ator, humorista, diretor, compositor, autor, pintor, escritor, radialista, comentarista esportivo, roteirista e apaixonado pela vida. É dessa forma que o humorista se descrevia em seu perfil no Twitter. Mas adjetivos não faltavam a Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho. Cearense de Maranguape, que nos deixou há onze anos.
Foi no Rádio, nos anos 1950, que os seus tipos cômicos começaram a surgir. A estreia na televisão foi em 1957, na extinta TV Rio, no programa Aí Vem Dona Isaura. Da TV Rio foi para a TV Excelsior, onde apresentou o Chico Anysio Show, e participou do programa Times Square. Na TV Globo estreou em 1969, tendo participado de dezenas de trabalhos entre novelas e programas da linha de shows, como o Balança Mas Não Cai, Fantástico e Zorra Total.
Marcaram época seus programas Chico City (1973-1980), Chico Total (1981 e 1996), Chico Anysio Show (1982-1990) e A Escolinha do Professor Raimundo (1990-2001). Ao longo das décadas em que atuou, firmou-se como um humorista genial, tendo criado mais de 200 personagens inesquecíveis.
No teatro, sempre atuando em espetáculos solo e sem caracterizações, obteve grandes sucessos em milhares de apresentações. No cinema atuou em dezenas de filmes como ator, roteirista e na literatura, escreveu dezenas de livros. Também se destacou como compositor e gravou diversos discos em parceria com Arnaud Rodrigues com quem criou a dupla Baiano e os Novos Caetanos.
Chico Anysio que morreu no dia 23 de março de 2012, aos 80 anos de idade e 65 anos de carreira, devido a uma parada cardiorrespiratória causada por falência múltipla dos órgãos, decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar, por sua rara inteligência e extraordinário talento para criar tipos, tem seu nome gravado no rol dos maiores astros da dramaturgia brasileira de todos os tempos!
Fonte: Memorial da TV, Cinema, Teatro e das Artes em Geral
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