A voz marcante da inesquecível Beth Carvalho
Elizabeth Santos Leal de Carvalho, a nossa Beth Carvalho, nascida na cidade de Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1946, se tornou conhecida nacionalmente após conquistar a terceira colocação no FIC de 68 com a canção “Andança”, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi. A canção deu nome ao seu primeiro LP, lançado no ano seguinte.
A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano, emplacando diversos sucessos, como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho", "Coisinha do Pai" e “Vou Festejar”. Também realizou importantes parcerias com grandes nomes do samba, como Nelson Cavaquinho, em “Folhas Secas” e Cartola com “As Rosas Não Falam”, em 1976.
Grande frequentadora dos pagodes, entre eles o famigerado Cacique de Ramos, Beth Carvalho ajudou a revelar grandes artistas como o grupo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Luis Carlos da Vila, Jorge Aragão e muitos outros. Por isso mesmo, recebeu o apelido de “Madrinha do Pagode” e, posteriormente, Rainha ou Madrinha do Samba.
Beth Carvalho representou o Brasil no festival Olimpíada Mundial da Canção, em Atenas, na Grécia, onde se apresentou em um teatro de arena construído há 400 anos a.C. e recebeu um busto em homenagem à sua apresentação. A cantora também passou por outros inúmeros países europeus, como Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Áustria e Suíça. Também se apresentou em diversas cidades dos Estados Unidos, como no renomado Carnegie Hall, em Nova York, e na Universidade de Harvard, em Boston. Os palcos da América do Sul também receberam os shows da cantora, que passou por países como Uruguai e Argentina. Beth ainda se apresentou em algumas cidades africanas, como Johannesburgo, Lobito, Luanda e Soweto.
Apesar de nunca ter se apresentado no Japão, Beth vende milhares de CDs no país e sua carreira musical faz parte do currículo da Faculdade de Música de Kyoto.
Sua música chegou até ao espaço, quando a engenheira brasileira da NASA, Jacqueline Lyra, programou a canção “Coisinha do Pai”, grande sucesso do repertório de Beth, para “acordar” o robô que explorava Marte, em 1997.
Ao longo dos seus 50 anos de carreira, Beth Carvalho lançou 34 discos e cinco DVDs; já recebeu seis Prêmios Sharp, 17 Discos de Ouro, nove de Platina, dois DVDs de Platina, além de centenas de troféus e premiações.
Em 2010, Beth sofreu uma fissura no sacro, um osso localizado na base da coluna vertebral. Devido a esse problema, Beth passou a se apresentar deitada em uma cama, sem poder nem sentar ou andar.
Beth Carvalho faleceu no dia 30 de abril de 2019, aos 72 anos de idade. Estava internada desde o dia 8 de janeiro, no Hospital Pró-Cardíaco Rio. A causa foi uma infecção generalizada.
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