Crônica da Atualidade - Por Leila Cordeiro
“Eu sou o melhor que eu consigo ser.”
E isso não é pouco.
É tudo.
Num mundo onde todos se sentem autorizados a avaliar, julgar, rotular e medir o outro pelo que entrega, pelo que fala, pelo que faz ou deixa de fazer, essa frase vira um escudo emocional e um ato de coragem.
As pessoas não veem o cansaço que você carrega.
Não conhecem suas batalhas silenciosas, suas noites sem dormir, seus recomeços solitários.
Elas julgam o resultado, mas ignoram o processo.
Vivemos sob um tribunal invisível.
Tudo é interpretado.
Tudo é distorcido.
Tudo vira motivo para opinião , mesmo quando ninguém pediu.
E é aí que essa frase faz sentido.
Quando você sabe que está sendo o melhor que consegue ser naquele momento da vida , com as ferramentas que tem, com a maturidade que alcançou, com as dores que ainda não cicatrizaram , o julgamento externo perde força.
Porque não se trata de ser perfeito.
Trata-se de ser verdadeiro.
Quem julga, julga a partir do próprio repertório.
Quem aponta, aponta a partir das próprias faltas.
E quem exige mais de você, quase nunca sabe o peso que você já carrega.
Eu sou o melhor que eu consigo ser.
Hoje.
Agora.
Neste instante da minha história.
E isso basta.
Quem entende, acolhe.
Quem não entende, julga.
Mas nenhum julgamento externo tem o poder de diminuir quem está em paz com a própria consciência.
Ser o melhor que se pode ser não é fraqueza.
É maturidade.
É limite.
É amor-próprio.
E, acima de tudo, é liberdade.
(
© Leila Cordeiro – Todos os direitos reservados)
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