O profissionalismo de uma mulher simples e dedicada




A partir dos temas elaborados pela coordenação do grupo de poetas da AVAL, a criatividade dos participantes é colocada em prática e a inspiração se encarrega de contribuir na montagem dos textos. O tema desta semana me inspirou a escrever sobre a profissão de lavadeiras de roupas, função praticada sobretudo nas cidades do interior, onde as mulheres lavam roupas nos tanques, rios ou igarapés, fator importante de uma atividade que continua e muitas dessas mulheres, conseguem sustentar suas famílias, com o rendimento oriundo do serviço. A personagem do meu dissertar é dona Enestina, que trabalhou bastante e venceu os obstáculos que surgiram no decorrer de sua vida de trabalhadora exemplar. 

O tempo passa, mas as profissões primitivas continuam fazendo parte do labor de muita gente, favorecendo inúmeras camadas sociais e no Desafio da AVAL desta semana, escrevi um texto destacando dona Enestina (nome fictício) e recebi esse importante certificado que já está na minha galeria de conquistas! 





Academia Virtual de Arte Literária - AVAL
Paulo Vasconcellos: Acadêmico Efetivo, Imortal e Delegado Cultural
Patrono: Bruno de Menezes
Cadeira nº 26
Cidade: Capanema – Pará
Desafios 2026
Tema: Imagem que inspira
Título: Batendo roupas
Data: 28/1/2026

Batendo roupas


No Distrito de Rosário, Município de Alegre, rio de águas caudalosas, dona Enestina, antiga moradora, exercia a função de lavadeira de roupas.
A clientela era formada por moradores do lugarejo e todos os dias, lá estava ela, dentro do rio formoso, golpeando as roupas na tábua que servia de suporte para suas ações.
O movimento intenso em sua casa, se dava por conta da seleção das roupas, já secadas e a entrega das trouxas aos donos, isso feito por ela em cada domicílio de seus clientes.
Há uma frase que diz: “o trabalho dignifica o homem” e dentro dessa prerrogativa, o labor de dona Enestina está na vanguarda de uma profissão antiga que lhe rendeu importantes recursos e com eles, conseguiu criar e educar seus filhos, além de construir a sua casa própria.
Ao caminhar diariamente para o rio com a bacia de roupas na cabeça, Enestina cantarolava alegremente e fazia questão de dizer: “sou uma pessoa feliz e abençoada”, sendo bastante requisitada, uma vez que o trabalho que executava era de excelente qualidade.
Ademais, manter uma tradição, como a profissão de lavadeira, traduz em dignidade, eficácia e compromisso atributos conferidos à dona Enestina, uma mulher simples, honesta e trabalhadora!
**Direitos reservados ao autor – Copyright ©!
Autor: Paulo Vasconcellos escritor e poeta, paraense de Capanema, integrante do grupo PCDV

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