Caderno E - Os Bastidores do Futebol

Atualização às 09h20m de quinta-feira, 15 de julho de 2010.
Edição: Paulo Henrique e Cleoson Vilar.                                        

                                                    BRASILEIRÃO 2010

Paysandu: sai Marcelo Ramos e entra Daniel
Marcelo Ramos mal saiu e o clube já tem outro atacante

Com a saída de cena de Marcelo Ramos, a diretoria de futebol do Paysandu correu contra o tempo e ontem apresentou nova contratação, o atacante Daniel Morais, 24 anos, que marcou seis gols em oito jogos no Carioca desse ano pelo América (RJ), sendo o artilheiro da equipe.

Morais tem passagens pelo futebol internacional, o GAIS da Suécia em 2008 e 2009, além de outros clubes brasileiros, o América (MG), Portuguesa (SP), Cruzeiro (MG) e Cabofriense (RJ).
Uma das preocupações nesses poucos dias que antecedem a estreia é saber quando o atacante vai ter condições de defender o alviceleste, algo que ainda deve demorar um pouco. “Não estou no meu melhor. Minha última partida foi em maio”, respondeu.
O atacante diz ter sido indicado pelo diretor de futebol Fred Carvalho e relembra um fato curioso, do Campeonato Brasileiro de 2005, quando o Papão jogava a primeira divisão. “Meu primeiro jogo no Cruzeiro foi contra o Paysandu e eu fiz o gol da vitória, desde aí o Fred me acompanha e parece que o Charles também, isso é positivo”, revela sobre o jogo no Mineirão. Contudo, o atleta prefere esquecer o que aconteceu no Mangueirão. “Aqui a lembrança não foi boa, a gente perdeu”, fala entre risos. Daniel informa que do elenco bicolor já trabalhou com Zeziel no América (MG).

Procura por mais um atacante
O Papão tenta fechar agora com mais um atacante. Informações de bastidores apontam o ex-Náutico, Carlinhos Bala, demitido do clube por indisciplina no começo desse mês ao reclamar salários atrasados. O atacante é ídolo em Pernambuco, onde jogou também pelo Sport e pelo Santa Cruz. Na atual temporada, chegou a marcar 14 gols pelo Timbu pernambucano.
No entanto, o presidente Luiz Omar Pinheiro prefere não adiantar nada e só confirma a busca por mais um jogador. “Quem falou isso meu Deus do céu? Estamos em busca de alguém para suprir a carência do Marcelo Ramos, mas estamos pesquisando”, tenta despistar.
O cartola admite que o contrato de Marcelo Ramos ainda não estava registrado, como foi noticiado ontem, mas se defende. “Eu não ia contratar jogador para fazer graça aqui? Só se eu fosse doido, mas isso eu não sou, pois ninguém me vê rasgando dinheiro. O contrato dele não foi registrado, pois estávamos aguardando para fazer um bolo só”, justifica.
Sobre Neto Potiguar, que aguarda a janela de transferência da CBF, que só vai acontecer em agosto, a julgar pelo que disse o cartola pouco antes de saber da decisão da entidade, está fora do clube. “Só vou esperar até no máximo o dia 20, pois aí daria para ele jogar no dia primeiro de agosto”, afirmava, depois de acompanhar o coletivo na tarde de ontem, no Kasa.

Charles ainda tem dúvidas no time
Sob a observação da alta cúpula bicolor e por debaixo de uma chuva forte, o técnico Charles Guerreiro promoveu ontem o primeiro amistoso da semana, que não contou com Thiago Potiguar, suspeito de estar com Síndrome do Pânico, além de Vaninho, que apesar de ter feito um ultrassom que não acusou nada, continua sentindo dores na coxa e está praticamente descartado do primeiro jogo.
“Sabemos da importância desse jogo de sábado, gostei da movimentação, mas vamos fazer um novo coletivo na quinta para definir a equipe”, avisa Charles, deixando claro que apesar de ter observado Zé Augusto ao lado de Bruno Rangel, vai aguardar até o último momento para ter Thiago Potiguar em parceria com Rangel. “Nós sabemos da importância do Thiago, já não vamos contar com o Moisés”, lamenta, ao lembrar a recuperação do jogador pela fratura na fíbula.
Guerreiro reconhece que tantos problemas com desfalques são um adversário a mais, entretanto, procura demonstrar otimismo. “A gente vinha trabalhando a equipe há 20 dias. Isso sempre atrapalha, mas não podemos deixar interferir. O grupo está fechado”, ameniza.
Tantos atropelos podem sugerir um ambiente tenso entre os jogadores, mas, o meio-campo Marquinho ressalta que a ordem é mudar o ânimo. “Temos que estar felizes, estamos próximos da estreia do Campeonato. Não podemos fugir da nossa responsabilidade”, avalia.
A equipe de cima do coletivo foi composta por Alexandre Fávaro; Bosco, Leandro Camilo, Paulão e Zeziel (Edinaldo); Tácio, Sandro, Fabrício (Jenison) e Marquinho; Bruno Rangel e Zé Augusto. O único gol do apronto foi marcado por Jenison, que descontou para a equipe de baixo e vem se destacando nos treinos.

(Diário do Pará)

Leão espera por grana para a Série D
Governo do Estado pode repassar R$ 400 mil para os deslocamentos durante o ano
Após assistir a programação orientada pela comissão técnica, Amaro Klautau, presidente do Remo, foi à sala de imprensa e anunciou algumas novidades, como o esforço para quitar a folha salarial do mês de junho. “Assim, completaríamos a maioridade. 18 meses com salários em dia e espero que aconteça antes de a bola rolar”, acrescentou Klautau, referindo-se ao jogo de segunda-feira (19). E ainda convocou uma reunião do Conselho Deliberativo para informar “questões jurídicas e financeiras do Clube do Remo”, dia 9 de agosto.
A reportagem do Bola questionou o mandatário sobre a intenção do Governo do Estado de repassar uma verba, em forma de patrocínio, estimada em R$400 mil, para cobrir custos de deslocamentos da delegação no Campeonato Brasileiro. Klautau adiantou a satisfação da diretoria “Foi uma atitude da FPF. Nos precisamos de brevidade no repasse dos recursos, porque pagaríamos as nossas viagens à Macapá e Manaus”, afirmou, lembrando os compromissos para as partidas contra América e Cristal. “Só tenho a agradecer, lembrando que este mês é mais delicado marcar viagens, com preços promocionais, por isso, pedimos brevidade”, alegou Klautau.
As últimas informações dão conta que o processo já está na Procuradoria Geral do Estado e visa acrescer um aditivo na parceria entre Federação Paraense de Futebol e Secretária de Esporte e Lazer. A negociação ocorre há duas semanas e teve como precursor o vice-presidente da casa do futebol, José Ângelo Miranda. (Diário do Pará)


Mapará, de Cametá, pode ter três atacantes
Treinar pra quê, treinar pra quê, treinar pra quê, se eu já sei o que fazer?” O pagodinho imortalizado pelo baixinho Romário bem que poderia ser a trilha sonora do Parque do Bacurau, em Cametá, onde o Mapará completou ontem 30 dias de trabalho, tendo o técnico Mário Henrique no comando da preparação para a Série D. De lá pra cá, incansáveis 26 dias de treinamentos intensos, quase sempre em dois períodos, não deixam dúvidas: se um revés acontecer na segunda-feira, contra o Remo, não vai ser por falta de treinos.
Assim como o previsto para hoje, ontem movimentações em dois períodos, tendo um treino coletivo que ajudou a dar mais opções para técnico Mariozinho, que pode optar por três atacantes contra os azulinos. “Minha dúvida é se entro com o Dudu, no meio, ou o Jailson, no ataque, porque acho que a gente tem que ter velocidade lá na frente e preencher a intermediária do Remo”, revelou.
Independente de quem vai entrar jogando ou não, o técnico garante confiar na qualidade do plantel, hoje com 27 jogadores de mesmo nível e que, ao invés de desgastados por um período tão longo de treinos, estão muito bem, obrigado. “Estão todos muito bem e ansiosos pelo jogo”, garantiu Mariozinho.
Ansiedade dupla pelas estreias, afinal o Cametá vai jogar pela primeira vez um Campeonato Brasileiro e, ainda por cima, pisa o gramado do Mangueirão pela primeira vez. Por sinal, a preferência dos azulinos agrada também o Mapará. “O Mangueirão é sempre interessante pra qualquer time, pela qualidade do estádio, sobretudo do gramado. Campo bom é bom pros dois times”, concluiu Mário Henrique. (Diário do Pará)

Águia joga contra o Fortaleza no Castelão neste domingo
O Águia realiza, neste domingo, a primeira partida da equipe no Campeonato Brasileiro da série C. A estreia acontece diante do Fortaleza (CE), na capital cearense, há aproximadamente 1.600 km de distância da cidade de Marabá. O time da casa é o atual campeão estadual e ocupa apenas o 10º lugar na Copa Nordeste, mas o principal objetivo da equipe é conseguir o acesso à série B.
Para isso, o Fortaleza conta com a força que vem das arquibancadas e faz um apelo ao torcedor: ao acessar o site do clube, a seguinte mensagem é vista: “Chegou a hora de reescrever a nossa história. Venha, entre em campo. Você sempre fez parte desse time”, mensagem que, talvez, nem seja necessária, uma vez que a torcida do Fortaleza sempre foi bastante conhecida pelo seu fanatismo. E neste domingo é muito provável que o Castelão receba um bom público para o jogo da primeira rodada, contra o Águia. Neste aspecto, jogar longe de casa, então, seria mais um motivo de preocupação para os marabaenses? O Águia já provou o contrário.
Nas duas vezes em que participou da terceirona, em 2008 e 2009, o Águia mostrou ser um visitante nada agradável. A equipe do técnico João Galvão jogou 20 vezes fora de Marabá, o resultado é de razoável para bom: foram 7 vitórias, 11 derrotas e 2 empates. E foi em 2008 que o Azulão conseguiu os melhores resultados jogando longe do Zinho Oliveira, entre eles estão a vitória contra o Palmas por 3 a 0, na primeira fase, resultado que garantiu a classificação (que estava ameaçada) em primeiro lugar no grupo; o empate em 1 a 1 contra o Paysandu, em plena Curuzu, placar que, praticamente, eliminou os bicolores na terceira fase; e a mais heróica e surpreendente de todas, a virada sobre o Rio Branco, que vencia por 2 a 0, mas que não suportou pressão e garra do Azulão, que mesmo com um jogador a menos, marcou três gols e venceu aquela partida, na última fase do campeonato.
É confiando no elenco e na fama de ‘visitante chato’ que o técnico João Galvão aposta todas as suas fichas para superar as dificuldades diante do leão cearense, no confronto inédito. “Jogar fora de casa é vantajoso quando você consegue parar o adversário na marcação. Com isso, a torcida perde a paciência e o visitante acaba sendo favorecido”, argumenta o treinador, que espera mais uma vez ser uma surpresa desagradável no caminho dos mandantes, logo na primeira rodada. (Diário do Pará)


Elenco do São Raimundo está na forma física ideal
Dos cinco clubes paraenses que disputarão o Campeonato Brasileiro das Séries C e D, o São Raimundo é o único que até o momento não realizou partidas amistosas. Contudo, o técnico Valter Lima aposta no seu plantel para ter o mesmo sucesso de 2009, quando o Pantera foi campeão da Quarta Divisão. O grande diferencial dos santarenos para Clube do Remo, Paysandu, Cametá e Águia de Marabá deverá ser o condicionamento físico.
Mesmo tendo feito uma grande reformulação no seu elenco, o São Raimundo espera chegar forte na chave A da Série C, que conta ainda com o Papão, Azulão, Rio Branco (AC) e Fortaleza (CE). O grupo que disputou o último Campeonato Paraense se dissolveu quase que por completo, graças à campanha ruim que o clube fez, quando terminou na sexta colocação geral do torneio, ao contrário de 2009, ano em que foi vice-campeão.
Mas essas são “águas passadas”. Agora é focar a competição nacional. Sendo assim, o preparador físico Robson Melo é um dos que acredita que o São Raimundo deve surpreender, principalmente, no aspecto físico. “Estamos em uma crescente. Começamos a trabalhar no dia 3 de junho e a diferença física dos atletas já é grande. Dentro de campo esperamos que o trabalho continue evoluindo”, explicou.
Melo deixou clara a situação do lateral-esquerdo Rafael Vieira, último jogador a ser contratado visando o jogo de estreia da equipe na Terceirona, no próximo dia 24 (sábado), contra o Águia de Marabá, às 19h, no estádio Zinho Oliveira. “O Rafael Oliveira é um caso extra, pois chegou recentemente e não estava na sua melhor forma física. Mas está dando o máximo para chegar no condicionamento ideal”, afirmou. (Gustavo Pêna, Diário Online)

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