Crônica da Semana - Assuntos do Cotidiano

Edição: Paulo Henrique                                           
                                                     
                                                  COM MEDO DO PRÓXIMO
                                                      Por Hugo Antônio Ferrari

Não deveríamos jamais ter medo do nosso próximo que reflete a imagem e semelhança de Deus.
Entretanto, esse medo existe e vem aumentando cada vez mais, nos obrigando a mudar de comportamento, de atitude, a ponto de termos medo do nosso próprio próximo que, sem querer generalizar, tornou-se um inimigo em potencial e inesperado.
Na presente situação em que vivemos, passamos a desconfiar de tudo e de todos, tendo até mesmo muita dificuldade para distinguir os bons dos maus.
Se existe um lugar que poderíamos chamar de paraíso, seria esta Terra em que habitamos.
Lamentavelmente, o homem insensato continua a agredi-la inconsequentemente. Não há critério e responsabilidade para a exploração do nosso meio ambiente.
Nada foi esquecido por Deus para que pudéssemos desfrutar de tudo aquilo que necessitamos para vivermos bem e felizes.
Deus disse: “Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz!” Mas, o que vemos todos os dias, é o aumento assustador da violência, da discórdia, da criminalidade.
Deus disse: “Amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei!” Infelizmente, assistimos o ódio tomar conta de muitas pessoas.
Deus disse: “Perdoai-vos mutuamente assim como Eu vos perdoei!” Já a preferência de muitos tem sido pela vingança, gerando conflitos e mortes.
Deus disse: “Se quiseres ser feliz por um minuto vinga-te!” “Porém, se quiseres ser feliz a vida inteira perdoa!”
Deus disse ainda: “A vida é o maior de todos os dons!” Já por outro lado, o aborto permanece sufocando-a.
Eis a razão de estarmos com medo do nosso próximo, uma vez que as recomendações de Deus não estão sendo mais observadas como deveriam.
Chegamos a ponto de duvidar que as atrocidades que presenciamos no nosso dia-a-dia sejam praticadas pelo ser humano. Onde está então a nossa semelhança com Deus?
Em determinados momentos, refletimos muito mais a presença do demônio.
Assim sendo, não esperemos que Deus baixe do céu para salvar este mundo - obra da sua criação. A cada um de nós está reservada essa missão.
Basta que sejamos solidários, generosos, renunciando ao egoísmo, ao orgulho, ao ódio, a prepotência, a vaidade, para que as coisas ruins possam ser superadas.
Não podemos esquecer que precisamos uns dos outros. Jamais conseguiremos viver sozinhos, isolados, a partir do nosso nascimento.
O nosso mundo continua cada vez mais hostil e indiferente pela ausência do amor. Não desejamos compartilhar nada. Nem mesmo um simples sorriso!
Sem assistência a saúde, sem educação de qualidade, sem alimento, sem moradia decente, sem carinho, muitos correm o risco de morrer prematuramente. Outros se revoltam e perdem o interesse pela vida, aderindo ao crime.
Por fim, necessitamos implantar no nosso coração o amor de Deus, a fim de que o medo que temos do nosso próximo seja dissipado para sempre.
Somente assim valerá a pena viver em harmonia. Afinal, não somos todos irmãos em Cristo Jesus?

Colaboração: Hugo Ferrari - Óbidos - PA

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